O tapete de flores à entrada da capela denunciava a visita ilustre. A localidade de Amarelos, na freguesia de Sarnadas de Ródão, concelho de Vila Velha de Ródão, foi um dos lugares visitados pelo Bispo de Portalegre e Castelo Branco ao longo de quatro dias.
No mapa de D. Antonino Dias estiveram outras localidades não só desta freguesia mas também de Retaxo e Cebolais de Cima, já no concelho de Castelo Branco. O contacto é directo e sem protocolo. O prelado chega ao volante do carro, fala com as pessoas, deixa-se fotografar junto delas, mete conversa com as (poucas) crianças e acede ao convite para conhecer as capelas.
A fé nas aldeias continua acesa, mesmo que a Igreja nem sempre consiga acudir a toda a gente da mesma maneira. Faltam os sacerdotes e os que há fazem autênticas maratonas para que as paróquias não fiquem desamparadas. Mas a mensagem continua a passar.
“O diminuírem os sacerdotes não quer dizer que as comunidades não continuem a ter vida, porque os leigos vão assumindo aquilo que podem fazer”, reconhece o Bispo de Portalegre e Castelo Branco, que vê no envelhecimento da população um dos problemas mais sentidos nestas localidades, como em tantas outras da região. Mas onde há um problema também há uma oportunidade. Depois da passagem por Amarelos, D. Antonino Dias visitou o Aldeamento do Idoso em Sarnadas, um lar privado que nasceu numa antiga área de serviço do IP2 e que recebe idosos da região e de outras partes do país. Estrutura que há semelhança de outras do género, como os centros sociais geridos pelas paróquias, fomenta o emprego onde não há fábricas nem outros serviços.
“Nestes lugares, de facto, não se podem fazer jardins-de-infância”, constata D. Antonino Dias, para quem a visita pastoral é uma oportunidade interessante para conhecer os cantos mais recônditos da diocese “e como as pessoas mesmo aí se procuram congregar e ganhar qualidade de vida”.
No Arciprestado de Castelo Branco falta pouco por conhecer, nomeadamente Benquerenças e Malpica do Tejo, no concelho de Castelo Branco; e Aldeia de Santa Margarida, em Idanha-a-Nova.
D. Antonino Dias parte depois rumo ao sul, para visitar o Arciprestado da Sertã. “Penso que no próximo ano ficará pouco por visitar”, admite ao Reconquista.
in reconquista.pt




