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ASAE actua na Aldeia

por Helder Robalo, em 31.12.07
Soube este Natal que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) esteve na nossa Aldeia e obrigou os proprietários de todos os cafés a proceder a várias obras de remodelação nos seus estabelecimentos comerciais. Quem não o pretenda fazer terá de fechar portas até final do dia de hoje.
Não pondo em causa a autoridade da ASAE e a justeza ou não das suas decisões, a verdade é que o encerramento de todos os cafés, que parece que é o que vai suceder, irá ser mais uma forte machadada na vida da nossa freguesia. Numa aldeia onde já há poucos atractivos para os mais jovens, o  fecho dos cafés será mais um estímulo à partida de todos os que vivem na nossa aldeia por falta de condições para levar uma vida com um minímo de condições possíveis: não só com condições de vida, mas também de divertimento, o que ajuda sempre a manter alguma sanidade mental.
 
Perante tudo isto, apenas me resta deixar uma questão no ar: não se estará a contribuir para a morte da nossa Aldeia e para a sua desertificação total?

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publicado às 13:58


22 comentários

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De David a 01.01.2008 às 11:33

Tínhamos peças em barro (segundo consta romanas) mas foram todas enterradas, porque não se deram ao trabalho de "apanhar" algumas, ou até mesmo todas, como fez Proença a Velha. Depois de muitas outras coisas, veio o multibanco. Queriam mete-lo cá, mas a Junta (segundo o que sei) não aceitou, ou seja, para fazer coisas simples relacionadas com o multibanco tem de se ir a S. Miguel D'Acha.
Agora vem esta situação dos cafés, se fecharem todos, as pessoas que procuram algum convívio têm de ir para outras terras, o que faz de ASM uma Albergaria, que vai servir apenas para dormir (não há trabalho, não há cafés,...)...
O que fazer? Nada? Pois pelos vistos ASM, daqui a algumas gerações, vai ficar "deserta".....




Abraço!
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De Helder Robalo a 01.01.2008 às 22:54

Ora nem mais David. Esse era precisamente o ponto que eu pretendia tocar. Aldeia está cada vez mais deserta e todo e qualquer elemento que pudesse ajudar a prender alguns jovens na terra está a desaparecer. Tudo bem que não somos uma aldeia como São Miguel, ali à face da estrada. Mas, se calhar, sempre se podia tentar fazer um pouco mais em algumas coisas.
Um abraço.
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De Lena Afonso a 02.01.2008 às 12:26

Encerramento dos cafés...o "Ti Manel" já se rendeu...fechou portas no passado dia 31 Dezembro!
É realmente uma pena...pois a nossa aldeia fica cada vez mais "apagadita"!
Para além das atracções naturais, os incentivos são cada vez menores! Adoro a nossa aldeia...mas como diz o David...serve apenas para dormir e descansar...pois para ganhar a vida tem de se investir fora!
Um abraço.
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De Helder Robalo a 02.01.2008 às 18:49

Infelizmente Lena, isso apenas vai servir para a aldeia ficar cada vez mais deserta...
Um abraço e bom ano!
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De Anónimo a 02.01.2008 às 20:10

Eu só gostaria de saber se a ASAE fiscaliza também a sua própria associação. Talvez não, porque assim a ASAE teria que fechar-se a si própria. Tanta coisa para se fazer neste País e estes pegam por tudo e por nada. No entanto o sr. presidente responsável desta entidade é o primeiro a desobedecer a lei de proibição contra o fumo em recintos fechados. A vida está boa é para estes que vão gastar e passar o fim de ano nos Casinos, enquanto depois exploram aqueles que querem fazer pela vida. Ainda há quem diga mal do tempo da "outra senhora".
Francisco - Lisboa
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De Anónimo a 03.01.2008 às 14:04

Gostaria de pedir ao Sr. David para não fazer afirmações sem certezas, pois é muito chato afirmarmos aquilo que não sabemos, nem sempre sabemos tudo, refiro-me ao multibanco e até aos nossos antepassados, teria sido realmente assim? Foi quem não se deu ao trabalho de as apanhar que contou?
Ou são mais uma vez aqueles que nada fazem a criticar? Preocupem-se com a desertificação talvez todos possamos fazer um pouco por ela, porque não termos a coragem de ficar? porque não se estamos fora incentivarmos os nossos filhos a gostar desta aldeia, a visita-la, trazer amigos, em vez de dizermos que não tem ninguém mem nada e fugirmos.
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De Helder Robalo a 03.01.2008 às 15:13

Caro anónimo das 14:04,
Creio que o David fala daquilo que se conta na Aldeia. Eu também já ouvi dizer que há quem tenha algumas peças em casa. Não sei se é verdade (e por isso até hoje nunca o tinha aqui escrito) nem com que intuito. É património da nossa aldeia.
De qualquer forma, parece-me que sabe mais do que aquilo que aqui afirma. E, tenho a certeza, todos nós gostaríamos de conhecer um pouco mais da história e património da nossa aldeia.
De qualquer forma, perdoe-me que lhe diga, é pouco simpático da sua parte acusar o David de estar a fazer "afirmações sem certezas" e, simultaneamente, esconder-se no anonimato. Confesso que me deixa um pouco desgostoso. Até porque, se não quiser dar a cara para contar aqui o que sabe, pode sempre utilizar o nosso e-mail, contando a história, que poderá ser aqui publicada, sem qualquer referência ao seu nome.
Como sempre aqui foi feito, quando erramos e somos alertados para o erro, com explicações minimamente fundamentadas, obviamente, rapidamente assumimos o erro e procuramos repor a verdade. Já foi assim no passado e continuará a ser assim no futuro.
Por fim, e porque como principal responsável deste espaço, me sinto também visado numa crítica que faz... Preocupo-me com a desertificação e com o futuro da aldeia onde os meus pais nasceram, cresceram, casaram e onde eu próprio fui baptizado. Infelizmente, pouco posso fazer para ajudar a inverter o rumo que a nossa aldeia está a tomar: a desertificação. Escolhi, por isso, uma forma que me é acessível e que pode chegar a todos os pontos do mundo: a criação deste blogue, em 2005. Não é muito? Talvez não. Mas, perdoe a falta de modéstia porque ela é fundamentada, sei que tem ajudado a fazer chegar um pouco da nossa história, das nossas tradições, do nosso património, das notícias do dia-a-dia, a muita gente que, por vezes, este é o único espaço de contacto com a sua aldeia durante o ano inteiro. Pode ser pouco, repito, mas é o meu humilde contributo para ajudar a não deixar morrer a nossa aldeia. Ninguém me paga para o fazer, nem quero que o façam. É feito por amor a esta aldeia.

De qualquer modo, agradeço-lhe, sinceramente, o "alerta" que aqui deixa. Será tomado em linha de conta.

Com os mais respeitosos cumprimentos,
Helder Robalo
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De maria a 03.01.2008 às 19:36

O importante é conviver e estar-mos sempre unidos,para nunca deixar fugir o contacto existente,sendo os cafés o principal local de convivio na nossa aldeia.

(pela nossa aldeia)


Parabéns por este fantástico blog.
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De Anónimo a 03.01.2008 às 20:50

Mas fecharam todos os cafés?quais fecharam?Até mesmo o do Domingos?...De facto o fecho destes espaços de convivio só vem prejudicar a nossa aldeia..Mas se todos nos unirmos em prol da sua sobrevivência ainda pudemos ter um réstia de esperança...Podem fechar cafés mas não nos podem tirar o carinho e todos os bons momentos que se passam em aldeia...
Quem gosta mesmo da aldeia continuará a lá ir, agora a nivel d enrequicimento turista as coisas são mais complicadas uma vez que a nossa aldeia deixa de ter o pouco interesse que lh restava...
Agora resta-nos transformar as festas populares e as de convivio em algo notório e inesquecível:)
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De David a 03.01.2008 às 21:13

Como o “alerta” foi dirigido à minha pessoa, não poderia deixar de responder.
Em primeiro lugar, quero apenas fazer a seguinte referência a umas frases do livro “Terras de Idanha, Cantares de Penamacor” (Autores: Alice Conceição Reixa, Carla Martins Bastos, et alli), algures entre as páginas 50 e 58 (do mesmo livro), com o subtítulo “arqueologia”. Passo a citar:
“ (…) Foi encontrado também, enquanto se fazia o desbravamento de umas terras no monte das Sesmarias, uma povoação que se julga romana e alguns objectos em barro. Por falta de interesse e descuido, tudo foi destruído e nada resta. ” (caso não saiba situar o monte das Sesmarias, pode consultar um dos vários mapas que temos vindo a postar neste blog).
Como pode constatar (tem informações suficientes para ir procurar a afirmação acima citada) esta afirmação “sem certezas” acabou de ser fundamentada.
Gostaria de frisar também que quando falei em Proença-a-velha foi como comunidade e não como Junta de Freguesia ou associação que lá possa existir.
Em segundo lugar, tenho de assumir que no que toca á questão do Multibanco, não tenho bases para apoiar a minha afirmação, mas como já disse o Hélder, eu falo do que se conta em ASM e quando existe algum erro naquilo que se escreve, só tem de se assumir o erro e tentar corrigi-lo. Mas como o “anónimo das 14:04” sabe assim tanto, talvez nos queira dar um esclarecimento sobre qual foi a razão pela qual o Multibanco não foi colocado em ASM (não necessita de ser por comentários, mas, como também já foi dito, o e-mail deste blog está sempre disponível).
Em terceiro e último lugar, queria apenas que se prestasse alguma atenção á diferença dos modos verbais das palavras “preocupem-se” e “dizer-mos”. O “anónimo das 14:04” exclui-se do primeiro grupo (“preocupem-se”) mas inclui-se no segundo grupo (“dizer-mos”). Não dá que pensar?...
Bom acho que o melhor é ficarmos por aqui… mas acho que depois destas acusações “sem certezas” que o “anónimo das 14:04” fez à minha pessoa, era um acto de dignidade identificar-se talvez esclarecer o assunto do Multibanco.



Atenciosamente,
David Martins

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